Por que é permitido ser comunista e é proibido fazer apologia ao nazismo?


por Eduardo Migowski


Sei que o título assustou muitos seguidores. Mas, antes de me xingar, peço um pouco de paciência. Não estou comparando ambos. Minha motivação para escrever esse pequeno texto foi o comentário de um seguidor que perguntou: pq vcs criticam o nazismo, que teria matado 60 milhões, e defendem o comunismo, responsável, segundo o rapaz, por 180 milhões de mortes. O primeiro impulso, diante do problema apresentado, seria o de questionar os dados apresentados. “Onde estão as fontes?”. Eu poderia ter perguntado. Mas a resposta eu já estou cansado de saber. O roteiro é sempre o mesmo. Ele mostraria o “Livro Negro do Comunismo”, textos de autores como Robert Conquest, Richard Pipes ou algum Guia Incorreto. Logo em seguida apareceria alguém citando Ludo e afirmando que tudo não passa de propaganda imperialista. Pronto, estaria formada a conversa entre surdos e mudos, com direito a muito xingamento e pouca reflexão.

Como o Facebook ainda não superou a Guerra Fria, resolvi propor um exercício diferente. Vou admitir as premissas da direita como verdadeiras. Desse modo, pretendo demonstrar que, a despeito dos dados serem ou não verídicos, as conclusões estão totalmente equivocadas.

Eis a questão: se ambas ideologias provocaram mortes ao longo da história, pq apenas o nazismo é legalmente proibido? A pergunta aparentemente faz sentido, mas há uma falha nesse argumento, ignorada pelas pessoas que pensam de forma binária. Dizem os amantes do pensamento mecânico: se o comunismo matou três vezes mais que o nazismo, logo ele deveria ser proibido “três vezes”. Não é bem assim.

Amigos, mortes acontecem por vários motivos. Se levarmos esse raciocínio ao limite: o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, o liberalismo, o neoliberalismo, o hinduísmo e muitos outros ismos também deveriam ser proibidos. Talvez sobrasse apenas o “nudismo”. Todos os demais deixaram, ao longo da história, um número razoável de cadáveres.





Então pq apenas o nazismo é proibido? A diferença está nas ideias. A doutrina nazista é genocida na sua essência. Ela trabalha com a noção de guerra racial. O nazismo emergiu, na década de 1920, como resposta à destruição legada pela Primeira Guerra Mundial. Ele é filho da guerra e prega a guerra como a solução.

A proposta de Hitler e companhia, para salvar o povo alemão, seria a majoração dos arianos, a submissão e a aniquilação dos outros grupos étnicos. Isso é, grosso modo, o nazismo. É uma ideologia que prega a sobrevivência pela guerra. Para um grupo viver, outros devem morrer. Desaparecer. É matar para não morrer. A limpeza étnica, portanto, é o resultado natural de tal fundamentação.

O mesmo não ocorre com o comunismo. O comunismo é uma resposta às contradições do capitalismo e o resultado do desejo por uma sociedade mais justa. Se, como dizem, Stalin matou mais do que Hitler, tais mortes aconteceram no desenrolar das disputadas políticas. É perfeitamente possível separar stalinismo e socialismo. O mesmo vale para os outros exemplos listados. Cristianismo não é sinônimo de inquisição. Deus disse: “crescei e multiplicai-vos”, não crescei e “queimai” as bruxas. Entenderam?

O mesmo não pode ser dito sobre o Nacional Socialismo. Um nazista é sempre um sujeito racista e um genocida em potencial. As raízes do holocausto estão na gênese da ideologia. Desde os primeiros discursos, Hitler já dizia que, se os judeus tivessem sido expostos a gases venosos, os alemães não teriam perdido a Guerra. E foi dessa contestação que ele construiu sua visão política. O nazismo é a solução para um problema racista, a mistura racial degeneraria a nação ariana. Portanto, não há outro caminho a não ser o extermínio das “raças inferiores”.

Enfim, enquanto o socialismo é filho da esperança e do desejo por um mundo mais justo, o nazismo é resultado do impulso destruidor e do ódio. As diferenças, portanto, são abissais. Elas, porém, nunca serão entendidas olhando para a contabilidade fria dos números de cadáveres.

Agradeço a paciência daqueles que chegaram até o final desse texto. Sei que muitos estão nervosos e com o dedo coçando para me xingar. Ok. Não vou frustá-los. Sintam-se à vontade. Descarreguem esse ódio nos comentários, pois, como disse, o rancor é a matéria prima do fascismo.




36 comentários

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    • Vitor em 3 de julho de 2018 às 02:13
    • Responder

    Olá. Gostaria de fazer alguma colocações.

    A tese que vc defende é de que nazismo e comunismo não podem ser comparados simplesmente por “possíveis” número de mortos em nome dessas ideologias. Porém no texto vc acaba priorizando o contrastes entre o nazismo e o SOCIALISMO, ao invés do comunismo. Por mais que ambos tenham muitas semelhanças, o comunismo traz consigo algumas particularidades, ainda mais quando se analisa diante de uma perspectiva histórica, ou seja, O COMUNISMO NO SÉCULO XX.
    Por exemplo, um social-democrata pode ser considerado um socialista, mas jamais será um comunista. O comunismo parte do pressuposto de que é preciso romper com a ordem vigente para instalar um sistema novo com base na luta de classes, constituindo um regime político hegemônico da classe trabalhadora, sem espaço pra representação capitalista e demais classes consideradas conservadoras e/ou reacionárias.
    Um exemplo dessa “confusão”, na minha opinião, é quando vc afirma: “É perfeitamente possível separar stalinismo e socialismo.”
    Essa mesma afirmação, trocando SOCIALISMO por COMUNISMO a meu ver não faria mais sentido, já que é impossível falar de comunismo sem falar de Stalin e sua participação da condução no movimento comunista. O que vc acha?
    Por isso acho que talvez o ponto essencial pra se diferenciar comunismo e nazismo fica no que socialismo e comunismo tem em comum, que é justamente o que vc apontou: “enquanto o socialismo é filho da esperança e do desejo por um mundo mais justo, o nazismo é resultado do impulso destruidor e do ódio. As diferenças, portanto, são abissais. Elas, porém, nunca serão entendidas olhando para a contabilidade fria dos números de cadáveres.”
    Nessa sentença é perfeitamente possível substituir SOCIALISMO por COMUNISMO sem comprometer seu sentido.

    Abraços.

      • Gutemberg em 3 de julho de 2018 às 13:08
      • Responder

      Amigo, você está misturando um pouco as coisas. O comunismo nunca existiu no planeta Terra, ok? Ele é uma idealização de um sistema. O Socialismo, ou seja a clássica Ditadura do proletariado, é um meio para se chegar ao Comunismo. O que temos no mundo são experiências de Socialismo. E lembre-se, na prática cada um reinvindica suas simbologias, assim como Hitler tinha “Socialismo” no nome do partido e isso não tem nada de ligação com a ideia do Socialismo.

    • Go em 3 de julho de 2018 às 02:25
    • Responder

    Se os direitopatas lessem, tudo seria menos pior.

      • Stalin, o leitor. em 4 de julho de 2018 às 01:16
      • Responder

      A esquerda sempre promove pessoas boas, anjos alados, maravilhas de regimes. Por isso, leram mais e assim são melhores, são a elite da humanidade, os avatares de um mundo beatificado e santificado pela compaixão, alegria e tolerância. De fato, os socialistas são uma casta superior que lê e, de fato, porque leem, são superiores! Daí o número de mortes nas costas dos líderes desses leitores vorazes. rs Exemplo mais evidente atualmente: Venezuela. Caracas é a ilha perdida do socialismo e dos socialistas que leem!

      • lucas ferreira em 6 de julho de 2018 às 13:14
      • Responder

      cara eu leio,e sou de direita não concordo com o que foi dito pois Stálin foi igual ou pior a Hitler posso falar ate mais como che Guevara q mataram muitos inclusive gays então vamos sair da caixinha , porque o comunismo não e proibido? , porque os grandes no pais e no mundo querem o comunismo como regime para beneficiar a si próprio assim como Hitler

    • Eduardo Alves em 3 de julho de 2018 às 02:35
    • Responder

    Ótima reflexão, porém não podemos deixar de fora outro aspecto, a forma como nós indivíduos morreram. As mortes no sistema socialista/comunista (se é possível chamar assim) se deram, (além das óbvias dentro da guerra civil russa e seus similares chinês, cubano, coreano…) por conta da fome ou escassez de remédios e infraestrutura… muito por conta das mazelas da guerra. Por outro lado no regime nazista houve uma intencionalidade assassina do estado. É isso faz toda a diferença.

    • Fabu em 3 de julho de 2018 às 02:55
    • Responder

    Legal ver que alguém chegou a mesma conclusão que eu cheguei.
    As pessoas que juntam o nazismo e o comunismo no mesmo saco deveriam fazer isso com vários ismos e até com o amor.
    Deveriam odiá-los igualmente.

    • Felipe em 3 de julho de 2018 às 03:13
    • Responder

    Primeiro que as mortes do comunismo/socialismo ocorreram principalmente por fome, fome essa inerente à coletivização dos meios de produção. Então não entendi porque o autor quer tirar essas mortes da conta, ou dizer que elas aconteceriam em qualquer sistema econômico – não aconteceriam.

    Além disso, é muito difícil distinguir o discurso comunista do nazista:

    https://aleconomico.org.br/marx-e-hitler-mais-parecidos-do-que-voce-imagina/

      • Francisco Viana em 3 de julho de 2018 às 06:21
      • Responder

      Fome por fome, o capitalismo já matou muito mais.
      A diferença é que esqueceram de contabilizar depois que acabou a 2° guerra.
      Só o que já morreu em Serra Leoa, Sudão, Zimbábue, Madagascar, Nígeria, Filipinas, Congo, Argélia e Brasil por conta da fome…
      O comunismo torna-se café com leite se confrontado diretamente com o capitalismo.

        • Paulo Gabriel em 4 de julho de 2018 às 12:42
        • Responder

        Vc citou vários países socialistas/muçulmanos/corporativistas.
        Vc conseguiria citar algum país capitalista (capitalismo ñ é sistema de governo, é sistema de produção!) onde pessoas morreram de fome exclusivamente por decorrência do capitalismo bem aplicado?
        Stalin aplicou o que estava escrito como preceito comunista e quis produzir sob o sistema comunista. Não produzindo, matou de fome muita gente.
        O argumento de que o Socialismo não tem a intenção de matar é falacioso, visto que nunca ninguém conseguiu alimentar a população de um país baseando-se no sistema de produção socialista.
        Se você deliberadamente aplica um sistema, seguindo-o à risca, e ele resulta em mortes, você intencionalmente causou estas mortes, justamente por não entender que esses sistema é falho. Como dizem: marxista não é quem leu Marx, é quem leu e não entendeu.

          • Matheus em 4 de julho de 2018 às 16:33
          • Responder

          Então o capitalismo tem a intenção premeditada de adoecer e envenenar a população? Porque o trabalho (ou a vida toda mesmo) sem propósito tem criado cada vez mais depressivos, e a ânsia dos grandes produtores de alimento por dinheiro os tem feito envenenar as pessoas com cada vez mais agrotóxicos. Sem falar dos problemas na base do capitalismo…

            • Nilson em 4 de julho de 2018 às 19:36

            Os agrotóxicos, além de serem usados para aumentar o lucro do produtor e livrar as plantações de pragas, são necessários para que a produção atenda a demanda alimentícia populacional. Quanto ao capitalismo criar depressivos, eu te pergunto; vc tem coragem de afirmar que não existe ninguém que viva em um regime socialista/comunista em depressão?
            E pra finalizar, pegue o depoimento de alguém que vive num país socialista no YouTube, mas tem q ser do povão….e veja quão bom ele diz que é esse sistema.

            Concordo que há um erro em comparar socialismo com nazismo, mas depois do nazismo o socialismo vem forte pra ser o pior método de governo !

      • Luciano Reis em 3 de julho de 2018 às 06:59
      • Responder

      Mortes por fome. Pode citar casos?

      • Érica em 3 de julho de 2018 às 10:18
      • Responder

      No capitalismo ninguém morre de fome? É isso? Hahahaha

      • André em 3 de julho de 2018 às 12:52
      • Responder

      O que impressiona é o rapaz poetizar a TEORIA da esquerda que quando aplicada se mostra exatamente o CONTRÁRIO.

      • Luis Tupinambá em 3 de julho de 2018 às 14:03
      • Responder

      Me perdoe, Felipe, mas essa página não que você usou como fonte não vale.
      Leia o Livro “Minha Luta”, depois leia Carl Schmitt, e depois todos os outros pensadores ligados ao Socialismo, e aos pensamentos de Marx.
      O texto foi claro e clássico. Veja também sobre a Grande Depressão. Talvez fique suficiente entendido as diferenças, e como os extremos ditatoriais são os verdadeiros culpados.
      Liberalismo de Mises, além de não sobreviver cientificamente, acaba fazendo passar vergonha quando perceber que para existir um economia liberal o Governo terá usar o poder de controle do Estado.
      Hoje não há política, tornou-se uma questão de “Depuração”, como disse Jananina Pascal.

    • Igor Queiroz em 3 de julho de 2018 às 07:20
    • Responder

    Esse levante da direita brasileira de tentar reescrever a história é simplesmente ridículo.

    Não é apenas um retrocesso mas uma afronta a todo bom senso existente. Discurso esse que só pode ser sustentado por pessoas com bastante preconceito.

    Uma analogia boa sobre isso é a forma como se faz diagnósticos de doenças. Analisam-se os sintomas e combinados sugerem que seja uma enfermidade específica. Há um levante de direita brasileira pode ser identificada quase da mesma forma, analisa-se o.carater se dentre as características do indivíduo houver muito preconceito, conservadorismo, individualismo, aí pode ter quase certeza até do candidato do cidadão, um exame de consciência vai comprovar.

    Conheço raros casos em que o cidadão defende alguns valores típicos da direita sem carregar consigo um desprezo irracional pela esquerda.

    • Ryan Cruz em 3 de julho de 2018 às 09:25
    • Responder

    Você é maluco. Tem nada qye comprove que essas mortes ocorreram pela coletivização fos meios de produção. Nem numa equação matemática isso seria possível. Mais fácil as pessoas morrerem de fome pela concentração centralizada. O que você disse não faz o lenor sentido.

    • Douglas Andrade em 3 de julho de 2018 às 10:02
    • Responder

    Gostei do seu texto, porém argumentaria mais sobre o comunismo, vc apenas escreveu que o comunismo é … “O comunismo é uma resposta às contradições do capitalismo e o resultado do desejo por uma sociedade mais justa.”

    Excelente texto.

    Abs

    • Maira em 3 de julho de 2018 às 10:03
    • Responder

    Felipe, mas os meios de produção sendo propriedade privada também matam em função da enorme desigualdade social.

    1. Como é que você confunde conceitos básicos como coletivização dos meios de produção com propriedade privada, é capaz de dizer que a casa em que você mora, sua escova de dentes ou seu carro que vc anda para ir ao trabalho ou uma pequena horta nos fundos de casa é propriedade privada…

    • Vinícius em 3 de julho de 2018 às 10:39
    • Responder

    E se formos analisar o fator miséria como o principal motivo das mortes, o capitalismo já está condenado!

    • Tommaso em 3 de julho de 2018 às 11:17
    • Responder

    Vitor, gostei do texto mas não esqueça que um dos textos seminais do SOCIALISMO se intitula MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA, e foi definido assim exatamente porque era para diferenciar Socialismo Scientifico das demais correntes do Socialismo desde o Utópico até ao assistencial. A palavra comunismo começa antes da revolução russa, ou seja do dito Comunismo Real

    • William em 3 de julho de 2018 às 12:38
    • Responder

    Mas ele não tirou. Olha lá em cima, ele partiu do pressuposto que o regime comunista de Stalin possa realmente ter matado três vezes mais que o nazismo:

    “Vou admitir as premissas da direita como verdadeiras”

    Mas continua:

    “Desse modo, pretendo demonstrar que, a despeito dos dados serem ou não verídicos, as CONCLUSÕES estão totalmente equivocadas”

    Independentemente do que seja melhor para o mundo – me considero de centro, não consigo “toma, tá aqui a solução” – o que o autor está expondo é que o cerne da ideologia nazista é a pregação declarada da desigualdade e do genocídio. Tá lá, escrito na cartilha dos caras. O comunismo pode ser uma suposta porcaria, se assim quisermos pensar, mas não tá lá no manual “morte e escravidão a estes, em nome da hegemonia deste outro grupo aqui”. Nesse ponto pelo menos, concordo com o raciocínio do Eduardo Migowski.

    • Julio Mangini em 3 de julho de 2018 às 12:50
    • Responder

    Obrigado por sua paciência em explicitar. Me deu argumentos mais consistentes para dialogar sobre o tema.

    • Eric Henrique de Souza em 3 de julho de 2018 às 13:25
    • Responder

    Pelo simples fato de que comunismo não prega crimes como preconceito e genocídio. Comunismo é uma doutrina econômico-social, e temos livre pensamento para sermos anarquistas, comunistas, liberais, libertários, social democratas, etc. Nazismo é uma coisa completamente diferente.

    • Leonardo em 3 de julho de 2018 às 13:50
    • Responder

    O Holodomor, como é chamado a grande fome que assolou a Ucrânia Soviética durante o ano de 1932, foi causado pela política de coletivização forçada de Stalin. Sem dúvida alguma Stalin foi cruel em suas decisões, e se não tivesse sido por sua política desenfreada de expurgos, o Exército Vermelho poderia ter reprimido muito mais facilmente os nazistas.
    Mas é um equívoco total, além de demonstrar falta de pesquisa acadêmica, atribuir as falhas de um homem a toda uma ideologia. Contabilize todas as mortes em guerras causadas por interesses econômicos dos países da OTAN, por exemplo, e terá um número assustador. Stalin foi uma das manchas na história do socialismo/comunismo, assim como vários foram manchas em outras ideologias. Mas uma coisa que não podemos esquecer é que, enquanto homens podem ser corrompidos, ideais nunca serão. E o ideal comunista/socialista é, em sua essência, um mundo justo e igualitário.

    • Francisco de Assis em 3 de julho de 2018 às 14:16
    • Responder

    Socialismo/comunismo uma ideologia linda na teoria, mas que na prática nunca deu certo, todas as tentativas de aplicação foram um total fracasso…

      • RENATO SILVEIRA em 3 de julho de 2018 às 14:44
      • Responder

      Verdade. Mas quem sabe um dia a humanidade consiga por em prática. Não devemos é desistir.

      • Friedrick Nietzsche em 3 de julho de 2018 às 18:22
      • Responder

      Igual a abolição da escravatura o foi por muito tempo – quem estuda verifica que sua frase era repetida a fartar desde a antiguidade até o século XIX, simplesmente trocando socialismo por abolição da escravatura.

    • RENATO SILVEIRA em 3 de julho de 2018 às 14:42
    • Responder

    Excelente texto. Parabéns.

    • Friedrick Nietzsche em 3 de julho de 2018 às 18:14
    • Responder

    Os regimes totalitários ditos socialistas, marxistas, comunistas ou coisa que o valha, mataram milhões, mais até que o nazismo? Hummm, certo… mas não nos esqueçamos que as milhares de pessoas que morrem de fome hoje pelo mundo afora, entre diversas causas podemos apontar, em muitos casos, talvez na maioria deles, o capitalismo periférico. Verifico igualmente que buscam até o desgaste o argumento dos crimes cometidos por tais regimes totalitários como uma forma de deslegitimar a opção política pela esquerda… além de cometerem a falácia de colocar esquerda e marxismo/socialismo/comunismo como sinônimos. Fico perplexo diante dos pseudo-debates (a “Guerra Fria Tardia” como disseram) em que há aqueles que “refutam” argumentos simplesmente tachando a pessoa de esquerdista; é o mesmo que deslegitimar o argumento (não necessariamente político) de uma pessoa por ela ser homossexual. Ad hominem. Colocar o debate sobre o socialismo em quase duas décadas de século XXI na mesma panela dos crimes cometidos pelos regimes totalitários de Stálin, Pol Pot, Mao Tse-Tung e outros na mesma linha trata-se de uma grande falácia, muito bem explicitada no texto – se formos por aí, e os crimes cometidos pelo cristianismo ao longo dos séculos? Vamos então banir a Igreja Católica do seio da sociedade? Ademais… falando em história, bem… em nome do combate ao comunismo os Estados Unidos jogaram napalm sobre populações civis no Vietnã, arrancando a pele de criancinhas, ou ainda há Hiroshima e Nagazaki em que milhares de civis, sem distinção entre idosos e crianças, homens ou mulheres perderam suas vidas biológicas, morais e materiais por um simples ato da vontade americana e mal-uso da ciência e tecnologia para ambiciosos fins bélicos – a tragédia de Hiroshima e Nagazaki é lembrada com frequência, muito se diz que não pode se repetir, mas raramente associam tais lembranças às ambições americanas e à defesa da visão liberal/capitalista de mundo.

    • Eonaldo em 3 de julho de 2018 às 20:55
    • Responder

    Seguindo esse pensamento, todas as críticas feitas ao capitalismo são incoerentes.

    • Samuel Francisco Lima da Silva em 4 de julho de 2018 às 05:12
    • Responder

    Prezados, não é sério, não é honesto defender regimes totalitários, por melhores que sejam. Regimes que se valem da liberdade de expressão para espalhar suas meia-verdades, para iludir incautos ao “canto da sereia”, confundindo-os, induzindo-os ao erro, com discursos “libertários” como: descriminalização das drogas, do aborto. Igualdade racial, género, etc, para depois subtrairem as liberdades, não merecem nossa consideração. Ainda não existe um regime perfeito. Prefiro continuar com a democracia. Não é perfeito, mas ao menos posso expressar minhas opiniões.

    • Roberto em 4 de julho de 2018 às 12:46
    • Responder

    Gostei muito do artigo.

    • Isaac em 5 de julho de 2018 às 00:34
    • Responder

    Apesar das bases, ambos os “ismos ” se converteram em regimes genocidas. As próprias “experiências socialistas” se valeram de genocidios ou crueldades semelhantes ou proporcionais (vide Che Guevara que fuzilava gays), portanto se o argumento é que o nazismo é genocida por natureza, gostaria que esse autor me apontasse uma única “experiência socialista” que não houve derramamento de sangue e, por consequência, não houve crueldade. Ou seja, as crueldades foram sempre em razão da ideologia, seja o socialismo, seja o nazismo, “irmãos gêmeos univitelinos “ na minha visão., e por isso deveria proibir apologia a AMBOS.

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