Soluções para o mau comportamento em sala de aula

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Soluções para o mau comportamento em sala de aula

Em 2015, um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o Brasil é o 1º no ranking mundial de indisciplina na sala de aula.  Este relatório contou com vários fatores, entre eles o tempo que os professores levam tentando fazer os jovens focar no tema proposto em sala.




O mau comportamento em sala de aula  é uma consequência de uma avalanche de situações, onde encontramos:

  1.  o senso de não-pertencimento do jovem ao meio (escola e bairro). A engenharia urbana é funcional e abandonada. (inclua postes, calçada e banheiros nesta soma)
  2.  um pós-ponto de mutação (salve Capra), onde as novas tecnologias da informação é o “fogo que acabou de ser inventado, sem regras ou condutas de valor“.
  3.  uma grade curricular obsoleta e conteudista. Não que ela seja afastada da realidade do aluno, mas ela não desperta o interesse de aproximação.
  4. os baixos salários de professores. Salários bons aumentam a competitividade por vagas. Professores bons, boas aulas.
  5.  a não diferenciação entre autoridade e autoritarismo. Isso é constantemente visto na cultura escolar, por exemplo, quando o aluno é proibido de fazer algo, mas ele não tem a consciência do porquê.
  6.  Uma didática verticalizada, onde há um maniqueísmo imposto para manter as relações de poder (é claro quem manda e quem obedece).

Enfim, é possível elaborar uma lista imensa de situações-problema e de soluções. Lentamente (e com pitadas de otimismo) há grandes mudanças nesta mente coletiva. Observando a quantidade de analfabetos no Brasil há 100 anos, a gente se surpreende com o desenvolvimento educacional alcançado hoje.

Se existisse uma fórmula mágica para termos um excelente comportamento em sala de aula. Teríamos que analisar a palavra “excelente”. Dela será excluída a ideia de “comportamento padrão”. Pois a maleabilidade docente diante do indivíduo discente (individualidade e individuação) traria excelência na educação.


 

por Kiko Arquer Thomé
Professor/ Jornalista/
Especialista em Estratégias da Comunicação

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